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 Books for Cooks

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Mestre do Jogo
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Mestre do Jogo

Origem : SP
Ocupação/função : RPG

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MensagemAssunto: Books for Cooks   Books for Cooks Icon_minitimeTer Fev 23, 2010 11:50 am

Books for Cooks Bookstorecafeoq5

Os Bookstore Cafés são uma herança cultural inglesa que os Estados Unidos e Canadá, obviamente, incorporaram e que paulatinamente vão virando moda por osmose em outros países do continente americano. Na Europa já se generalizaram, mas essa combinação de livraria com bar começou na Inglaterra.

Os Bookstore Cafés têm esse nome, e não "Café Bookstores", porque o negócio principal da loja é, na verdade, o café — o bar refinado com bebidas quentes, os lanches, os produtos de confeitaria; com a diferença de que o freguês não senta a uma mesa de bar convencional, mas em sofás com mesinhas próximas onde possa depositar sua xícara e prato de sobremesa, com estantes recheadas de livros ao redor, os quais ele pode retirar para ler enquanto come.

Em muitos dos Bookstore Cafés também há mesas de xadrez e ocasionalmente venda de cd's. Se o freguês se interessa por algum livro, ele pode solicitar um exemplar fechado ao bartender ou outro atendente e comprá-lo. Apesar das aparências, porém, os Bookstore Cafés não são exatamente o lugar certo para ler enquanto se come um doughnut, pois quase sempre são pontos de encontro para conversação. Acabam sendo lugares onde livros são avaliados por acaso.

O objetivo da criação desse tipo de ambiente, pelo editor John Rodker, que publicou livros de James Joyce, T. S. Eliot e Ezra Pound, era estimular a leitura entre a classe operária de Manchester, o Condado de sua procedência. Rodker, então, abriu um bar com estantes de livros, e a propensão cultural do britânico para leitura (bibliofilia) fez o resto: o pessoal aparecia no bar para beber e, tendo um livro à mão, já se interessava em folhear e acabava até parando de beber. Foram feitos estudos demonstrando como essa simples sacada de Rodker diminuiu o índice de alcoolismo entre as classes trabalhadoras da região.

O Bookstore Café de Bennington pertence a uma senhora de 98 anos, Elena de Ayala, que Chiappetti Lamb pediu em casamento no ano passado. Foi recusado devido à suposição de que ele estaria sendo motivado por interesses financeiros. Infeliz pela recusa, Lamb praticou um suicídio simbólico para cujo presenciamento convocou a imprensa e o público: ele misturou soda cáustica com ácido clorídrico e bebeu, declarando em seguida que o ato era um emblema do amor de Elena em relação a ele. Elena de Ayala, em sua pouca lucidez, teve o cuidado de chamar a imprensa para negar tudo.

Ela não costuma freqüentar seu Bookstore Café. Da última vez que o fez, levou 37 minutos e 48 segundos para ir da porta até o balcão (a meio metro da entrada) e depois teve que ser carregada ao hospital, em estado de fadiga crônica.

Elena costuma dar entrada em várias queixas de assédio sexual contra todo tipo de homem com quem tem contato, desde garis a funcionários públicos. Numa noite em que saía do Glorious Theatre, após uma apresentação de ciganos aos quais ficou dirigindo provocações lascivas o tempo todo, Elena esbarrou em Bernhard Kappel, que se achava no local inspecionando a apresentação, e o acusou de haver passado a mão em seu traseiro. Obrigou um moço que andava por ali a levá-la até a delegacia para dar queixa do homem descarado. O moço atencioso, um hispânico eloqüente, gesticulante e cheio de histórias, aproveitou para desabafar a tristeza pela recente morte do seu fiel cão Altair Valentino, que trouxera escondido no navio desde o Panamá até a Flórida.

Ao chegar na delegacia, Elena registrou queixa contra Kappel e o moço que lhe dera carona, dizendo que ele ficava fazendo gestos obscenos para ela enquanto contava detalhes sórdidos do seu romance com um cão morto.

OFF - A razão pela qual Kappel rondava o concerto dos ciganos é que estes não eram ciganos comuns, mas Ravnos. Os Ravnos, como os demais Clãs independentes, não reconhecem a autoridade da Camarilla. Mas eles têm um agravante em relação aos demais Clãs independentes: se lhes fosse dito que em território da Camarilla devem acatar suas Tradições, retrucariam "Por que território da Camarilla?"

Nem a Tradição do Domínio, que goza de respeito mesmo por parte dos Clãs que não integram a Camarilla, não é reconhecida pelos Ravnos. Para eles não existe territorialidade, "meu território versus teu território". Mas de uma forma geral, para evitar confrontos desnecessários, costumam fazer concessões, embora ainda assim não sejam confiáveis, daí a necessidade de Kappel e seus Arcontes ficarem policiando o teatro.

— Uma cidade não é patrulhada necessariamente por um só Justicar com seu bando de Arcontes, cidades maiores costumam ter mais de um Justicar. No caso de Bennington, todavia, por não ser uma cidade tão grande e por causa da eficiência e caráter centralizador de Kappel, os demais Justicares acabam perdendo sentido, e funcionalmente não passam de Arcontes, dado que a palavra de Kappel é sempre a última. Ele já foi enfrentado algumas vezes. O desfecho destes episódios é o que acabou fazendo com que novas contestações não fossem mais intentadas.

— Algoz é o nome que se dá ao Arconte de fronteira. Acontece de Membros serem banidos de uma cidade, sendo que uma das conseqüências do banimento é a proibição de retornar, o exílio perpétuo — e o sentido de "perpétuo", em uma existência imortal, adquire um peso muito maior. O retorno do Membro banido é sua destruição de plano. Por isso as fronteiras são guardadas pelos Algozes, que têm permissão para dar cabo de quem quer que tente desafiar uma pena de banimento. Os Algozes também têm carta branca para destruir os Membros aos quais o Príncipe negou requerimento de se fixar na cidade e que, mesmo assim, teimam em não retirar-se findo o prazo de tolerância.

— A rigor um vampiro não precisa fazer dinheiro, como os Ravnos pretendem com suas apresentações musicais. Mas, para alguns Clãs, especialmente Toreador e Ventrue, dinheiro é importante. Querendo ou não, se um vampiro quer um lugar para morar, com boa mobília, luxo e, enfim, todas as facilidades da 'vida' civil, ou ele ganha dinheiro ou precisa adotar tumbas, casas abandonadas ou até mesmo esgotos, à semelhança dos Nosferatu, como refúgio. A habilidade dos Gangrel de se fundirem à terra lhes dá a vantagem de não terem que se preocupar com a necessidade de arrumar um refúgio.

Outra possibilidade para se obter bens e dinheiro é furtando. Um vampiro conta com muitas facilidades e vantagens para conseguir levar uma vida criminosa com razoável sucesso e impunidade. A Camarilla não proíbe os Membros da prática do que é enquadrado como crime entre os mortais. Mas quando essa (não)vida de delinqüência acaba levando a situações em que as Tradições da Máscara passam a correr perigo de violação, claro que nesse caso o Membro vai ter que se ver com os Justicares.

— Cabe ao Príncipe avaliar se um determinado mortal pode ser Abraçado. Ele não pode recusar arbitrariamente pedidos de formação de Progênie. Mas há duas situações em que a negativa deve ser sumária por ordens de Cúpula: o Abraço de crianças e pessoas idosas. Não obstante, mesmo esta negativa encontra motivos bem fundamentados.

Uma criança que seja Abraçada amadurece com o tempo, mas apenas psicológica e emocionalmente. Fisicamente ela continua a mesma. O Tempo pára para quem foi Abraçado. A pessoa mantém pela eternidade a aparência que tinha quando nasceu para as Trevas — claro que os indivíduos Abraçados por Membros do Clã Toreador ficam mais belos, adquirem formas mais harmoniosas, mais simetria, mais charme e sex appeal; os Abraçados por Nosferatu viram monstros; e os Tzimisce podem manipular suas formas através da Vicissitude. Mas a questão é que a idade que aparentavam quando foram Abraçados, continuam aparentando.

Isso é um problema em se tratando de um infante, porque a maturidade que o tempo lhe traz acaba discrepando gritantemente da sua idade aparente. Além disso, fica mais difícil manter a Máscara porque ele precisa se vigiar muito mais para evitar de erguer pesos que uma criança não conseguiria erguer, correr numa velocidade que uma criança não conseguiria, muito embora essas coisas sejam fáceis para ele como vampiro.

O mesmo vale para um Membro Abraçado quando idoso: embora a Transformação lhe proporcione desembaraço de movimentos, força, agilidade, lucidez, precisa levar uma (não)vida fingindo fraqueza, lentidão e esclerose, enquanto estiver interagindo com mortais.

De modo que, a fim de evitar riscos para a Máscara, o Abraço de crianças e idosos foi terminantemente proibido pela Camarilla.
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